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quarta-feira, abril 24, 2013
O custo da logística.
Essa questão da logística é um grande calcanhar de aquiles do país e do Piauí e que tem de ser atacada com ousadia. Amanhã sairá um texto meu no jornal Diário do Povo tratando desse tema.
"O Brasil, segundo cálculos do professor Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral, perde anualmente US$ 83 bilhões apenas com o custo logístico. O professor afirma que a cifra é o quanto os empresários brasileiros precisam pagar a mais do que concorrentes americanos para exportar ou vender no mercado interno produtos semelhantes. De acordo com seu estudo, as empresas comprometem até 13% de suas receitas apenas para que seus produtos cheguem a seus clientes. “Para se ter ideia do que é este custo, um produto que chega da China à cidade de Cuiabá têm 75% de seu custo logístico pago no trânsito entre Santos e o destino”.
FONTE: Blog do Cesar Maia
segunda-feira, novembro 05, 2012
Uma Breve Visão Pessoal do Território
Se
queremos construir um plano estratégico para nossa cidade, a
primeira coisa a fazer é observar o território em que estamos
inseridos. Dessa forma poderemos mapear as oportunidades e ameaças
bem como as nossas fortalezas e fraquezas.
Seguindo
a análise do território, precisaremos definir nosso papel (visão
de futuro) e como faremos para atingir nossas metas.
O
Território Imediato
A
primeira lembrança que vem sempre é o potencial turístico de nossa
região: Delta, Lençóis, Jeri, Parnaíba mesmo, Sete Cidades, Barra
Grande, enfim, efetivamente temos o potencial para ser o portal de
entrada para todos esses turistas.
Temos
também uma população de mais de 600 mil pessoas do entorno de
Parnaíba, cerca de 14 municípios, que usam os serviços e comércio
de Parnaíba. Essas pessoas nos tornam naturalmente num polo de
saúde, comércio e educação.
Temos
também terras planas e regularidade de chuvas, o que nos transforma
em uma área de fronteira agrícola. Já têm muitas fazendas de grãos
perto de nós em São Bernardo e Chapadinha. A região de Piracuruca
já começa a ter alguma coisa de soja. Essa agricultura é
industrial e necessita de muito capital e tecnologia. As fábricas
para processamento dessas safras são uma decorrência natural da
atividade. Temos de nos posicionar para ser aqui o centro fabril,
isso exigirá uma série de atitudes para mudar a cultura do governo
estadual e municipal frente aos empreendedores.
O Piauí
já é o terceiro maior produtor de soja do Centro-Norte brasileiro.
Para não falar do polo irrigado de Parnaíba e do Tabuleiro
Maranhense. Só o perímetro irrigado de Parnaíba terá mais de 10
mil hectares a serem cultivados.
Com a
queda das barreiras de importação de etanol dos EUA, haverá uma
forte demanda por novas terras para plantio de cana e nossa região,
tendo capacidade de escoamento, poderá receber esses investimentos.
O próximo
leilão da Agência Nacional de Petróleo vai leiloar lotes
terrestres na vizinha Barreirinhas e lotes marítimos inclusive em
nosso litoral. Vale ler a chamada da ANP (aqui) que destaca o
potencial enorme da região.
Temos uma
cultura exportadora, Parnaíba foi forjada no comércio internacional
e isso está vivo em nossa cidade. Temos empresas fabris na área de
gorduras vegetais (ceras), química fina e curtumes, todas de padrão
internacional. Outra cultura forte de nossa cidade é da produção
leiteira, com o potencial de ser uma forte geradora de emprego e
renda nas pequenas propriedades rurais da região.
Expandindo
o Território
Em minha
opinião o maior tesouro em nossas mãos é o próprio Rio Parnaíba,
já defendi em dois textos em meu blog a necessidade de fazermos dele
um rio plenamente navegável (aqui e aqui), não vou me alongar sobre
isso nesse texto, mas o rio me permite expandir nosso território de
análise, então sigamos.
Para
oeste temos o enorme rebanho bovino na região de Presidente Dutra
(Ma) que soma mais gado do que no resto do nordeste todo.
Ao sul
temos todas terras férteis à margem do Parnaíba e a segunda maior
jazida de gás do país, na região do entorno de Floriano.
Mais ao
sul temos os cerrados piauienses, a mina de níquel de Capitão
Gervásio, todo potencial mineral do Piauí ainda está por ser
definido, mas fala-se de grandes jazidas de ferro no município de
Cocal dentre outas. Todo esse escoamento da produção mineral será
melhor realizado pelo rio.
Indo mais
além, o Rio Balsas, tributário do Rio Parnaíba, nos leva para a
boca das safras agrícolas do sul maranhense e do norte do
Centro-Oeste, o atual celeiro do país e que sofre sempre com as
dificuldades do escoamento de suas safras.
A
ferrovia Transnordestina é fruto dessa análise, ela se coloca para
escoar toda essa produção agrícola e mineral do sul do Piauí para
o porto de Suape, em Pernambuco e para os portos do Ceará. Não
existe um ramal que traga essas carga para Parnaíba nem que ligue a
ferrovia ao Rio Parnaíba para um transporte multi-modal.
Encerro
reforçando que precisamos ter uma visão clara de nossa cidade para
que as lideranças políticas possam se comprometer e atuar. Defendo
a ideia de que o futuro de nossa cidade vai além de ser um polo para
serviços de saúde, educação e turismo, podemos ser ainda muito
mais. Temos a localização geográfica e nossa história mostra que
podemos ser uma cidade de muita importância econômica, já fizemos
antes, podemos fazer novamente!
Marcadores:
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